Crença ou Crise?

“Dizem que somos incapazes de conhecer se existe mesmo um Deus. Entretanto, o certo é que Deus existe ou não existe. Não há meio termo nessa questão.” (Blaise Pascal)

Logo, o próprio ateismo é questão de fé: É uma religião da não crença.

“Há várias religiões mas um só Evangelho”

A Bíblia é um livro de Relacionamento de amor (ágape) entre Deus e a humanidade, acima de tudo!

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Pasteur)

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11 : 6)
Por isso, creio que Deus não dá provas concretas, para que alguém possa crer sem fé, nEle.
Satanás, não precisava de fé. Este ex-anjo de luz foi criado na presença de Deus, e abandonou seu estado original. Nós, seres humanos, nascemos em um mundo separado de Deus e, pela fé em Cristo, nos religamos com Deus.

“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (I Coríntios 1 : 21)

Jesus é o caminho, a verdade e a vida

Muitos religiosos poderão seguir fraudulentamente
Mas, Cristo Permanece
Muitos políticos poderão se corromper
Mas, Cristo, o ungido de Deus, é a verdade.
Muitos místicos poderão buscar caminhos conforme seus desejos internos
Mas a palavra de Cristo sempre penetrará entre as intenções do coração e da carne.

Cristo é o eterno vencedor. Ele é o rei supremo!
Tremam os governos, enfureçam-se os que não suportam a sã doutrina.
Mas, verdade seja dita, verdade reine, verdade seja vivida!
Disse Jesus: EU SOU.

Sentido

Autor: Marcelo Ribeiro de Oliveira Mello

Já, ou talvez algum dia, você perceba que tudo isso não faz sentido
encontrando-se só, seus amigos já são outros
ser o centro das atenções, para quê?
amigos riem de você e não com você
ninguém te incomoda: você é livre para morrer.

e Quem é que guia você?
não seria ou outro ser?
escondido no invisível ao que o olho pode ver?
és uma presa fácil e cega largada para morrer

sobrevivendo e odiando, risos com alma chorando
vestígios de rigidez de uma vida esmiuçada pela lei
paradoxalmente negas a lei que mata
e também negas aquele que traz a vida

um… Quem é que guia você?
não seria ou outro ser?
escondido no invisível ao que o olho pode ver?
és uma presa fácil e cega largada para morrer

sobrevoando a podridão, talvez percebas que a verdade é o que faz sentido
e, se você resolver procurá-la, faça-o com todas as forças
revolvendo-se nas larvas, espantando as moscas
oro para que descubras que a verdade não é um conceito, mas uma pessoa.

Casamento: Ordem Natural ou Espiritual das Coisas?

Como encarar o casamento? Exponho duas formas:
1ª visão: Ordem natural ou laica das coisas:
Nesta ordem, “o homem (seja dito “cristão” ou não) nasce, cresce, fica burro e casa…” e separa, ou vive o resto da vida sofrendo… preso em uma visão de tempo limitada a esta vida, etc, etc…

Fundamentações:

"É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta." (Salomao, em Provérbios 21 : 9)]
até mesmo um “cristão” ou simpatizante da mensagem de Deus poderá viver como se não houvesse esperança futura, e isso influencia o modo como ele vive, no presente, inclusive, seu casamento.
"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (I Coríntios 15 : 19)
Digo que essa é a ordem natural das coisas, pois o homem que vive assim, independente do modo como se autotitule, vive como o que é definido como homem natural. conforme o texto:
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (Paulo, em sua primeira cara a igreja da cidade de Coríntios, Cap 2 : Vers 14, grifo do autor)

2ª visão: Ordem espiritual das coisas
Nesta ordem, o home nasce, cresce, é favorecido por Deus, encontrando uma esposa, casa-se e vive os propósitos de Deus para sua vida, com esperança de futuro eterno com Deus.

Fundamentações:

"Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR." (Salomão, em Provérbios 18 : 22)
digo, ordem espiritual das coisas, no que se diz respeito ao homem espiritual, por isso, agora, exponho o verso 15 do mesmo capítulo 2 de Paulo, já anteriormente exposo em seu verso 14:
"Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido." (Paulo, em sua primeira cara a igreja da cidade de Coríntios, Cap 2 : Vers 15, grifo do autor)
Assim, na ordem espiritual das coisas, o homem espiritual discerne bem tudo, inclusive como se relacionar no casamento, com a esposa concedida-lhe por Deus. Isso está intrinsecamente ligado ao ato de conhecer a Deus, pois é esse Deus, quem dá a esposa prudente.
"A casa e os bens são herança dos pais; porém do SENHOR vem a esposa prudente." (Salmoão, em Provérbios 19 : 14)
Assim o homem natural pode até enriquecer, seja pela herança ou pelo trabalho, mas, pelos métodos simplesmente naturais, não conseguirá um esposa prudente ou benevolente, pois “…o homem natural não não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura;…”. Muitos empresários de sucesso, artistas e estrelas do Brasil e de holywood, inundam exemplos de Riqueza material e Pobreza familiar (no casamento).

Conclusão:
Busquem a visão espiritual do casamento: é a única maneira aprovada por Deus de se encarar o mesmo.

Para entender como ser um homem espiritual, acesse: http://www.deusamavoce.com/

Talvez você também queira ler outros posts que bloguei:
Casamento: Porque muitos não mais acreditam?
e
Casamento: as estatísticas nos encorajam!

Opondo-se ao Adversário – Condenando suas obras

Opondo-se ao Adversário – Condenando suas obras | Pastor Sérgio Fernandes

Efésios 5:11 - E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.

Não podemos ter cumplicidade com aquilo que é declaradamente usado para denegrir o nome de Deus (1 Co 10.21). Precisamos defender o que acreditamos, e a melhor maneira de fazer isso é condenar tudo o que afasta os homens do Senhor.

Como podemos aceitar que nossos olhos vejam programas que glorificam o pecado? É possível ser cristão e manter uma atitude desonesta e injusta? Claro que não! Mas o adversário tentará nos atrair para esse padrão de vida ímpio, para deste modo roubar nossa vitalidade espiritual.

Condene essa ação do diabo! Se afaste das coisas que o afastam de Deus ou que lhe atraem para o mundanismo! Separe-se para Deus (Ap 22.11), e Ele lhe fará vitorioso contra o mal.

Lista Presentes de Casamento


Você está convidado

Olá!!! Se você está visualizando esta página, parabéns, afinal:

Você foi um dos privilegiados que terá a oportunidade de abençoar a mim e a minha noiva com um presente de casamento!! Ôba!

É muito fácil! Basta você escolher o presente e depositar o valor referente ao mesmo (ou a parte do mesmo) em minha conta bancária:

Banco do Brasil

ag:1886-4

cc:29508-6

cpf (em caso de DOC): 716.429.511-53

MARCELO RIBEIRO DE OLIVERA

Mega Obs: Depois de transferir o valor de um determinado presente, por favor, me avise, seja postando um comentário nesta página de Blog, seja enviando-me um email para ticblaster@gmail.com, ou seja por outro meio, para que eu possa riscar da lista!

Obrigadoooooo! da noiva e do noivo!

E, faça-nos uma visita* e veja como seu presente estará sendo muito bem utilizado!!

Lista de Presentes de Casamento Francielle e Marcelo
Conjunto de panelas Allegra Inox Tramontina 7 peças - R$ 290,00(presenteado, em conjunto, por Urias (além de presentear o Grill George Foreman GBZ2 juntamente com Cleórbete, acrescentou R$30,00 a este conjunto), Alexandre Rossini e Fabiana (R$60,00), Jader, Alisson, Josué, Franscisco Moura Fé, Humberto Suassuna, José Neto, Fernando Ebrahim, Ernandes, Maurílio, Wilson Wolf e Rogério Moura (além de contribuirem com o Vale-Help Lua de Mel, ajudaram com mais 150,00 para este aqui!) e Eduardo Koelln (R$50,00)
Centrífuga - R$ 90,00 (na promoção!!) Stephany da Unitins presenteou este aqui! Thanks!
"Vale-Help" Lua-de-Mel - R$500,00 (Presenteado por Jader, Alisson, Josué, Franscisco Moura Fé, Humberto Suassuna, José Neto, FErnando Ebrahim, Ernandes, Maurílio, Wilson Wolf e Rogério Moura)
Torradeira Electrolux Buon Giorno - R$ 100,00 (Presenteado por Silvano e Luciane)
Batedeira Mondial B-04 Premium - R$ 100,00 (Presenteado por Gustavo Setúbal)
Liquidificador Mallory Filter Black - R$ 100,00 (Presenteado por Michael)
Aparelho de jantar porcelana - 20 peças - R$ 150,00 (Presenteado por Divino)
Espremedor Britânia Bellagio - R$ 60,00 (Presenteado por Cleórbete)
Ferro a vapor Black e Decker X540 - R$ 70,00 (Presenteado por Ulisses)
Sanduicheira Faet - R$ 60,00 (Presenteado por Rogério)
Grill George Foreman GBZ2 - R$ 90,00 (Presenteado por Urias, com R$80,00 e Cleórbete, com R$10,00)
Churrasqueira elétrica Cotherm Elite - R$ 110,00 (Presenteado por Igor Yepes e Gláucia)

(*Estaremos recebendo visitas a partir de 2011!!)

O mundo está cheio de garotos que se barbeiam

Garoto que se barbeia

por Mark Driscoll

“Historicamente, um rapaz passava por duas fases na vida: menino, depois homem”
A transição da criança para adulto estava relacionada com cinco variáveis sociais que aconteciam quase sempre simultaneamente ou em um período curto de tempo: Deixar a casa dos pais (Gênesis 2.24); terminar os estudos (ou treinamento vocacional); começar um trabalho que definiria a carreira, não apenas um temporário; conhecer uma mulher, amá-la, honrá-la, cortejá-la e então casar-se com ela; ter filhos com ela.
Mas veja o que aconteceu. Ao invés de sair da infância para a vida adulta por meio dessa sucessão de transições sociológicas, nós criamos algo chamado adolescência. É um terceiro estágio, entre o menino e o homem. Não sabemos como chamá-los, então chamamos de garotos. São os garotos que se barbeiam.

Hoje, a adolescência começa por volta dos doze anos e continua indefinidamente. Não há um fim claro para ela. O problema com a adolescência é que os garotos não sabem quando finalmente crescerão para se tornarem adultos, e não há pressão sobre eles para que isso aconteça.

É quando você faz 16 e pode dirigir? Ou 18, e pode votar e ingressar no exército? Ou 21, quando você pode beber? ¹. É quando você sai da faculdade após estudar lá por 7 ou 8 anos? É quando você se casa? Quando tem filhos? Quando compra um imóvel? Ninguém sabe. Assim, sobra uma adolescência indefinida e uma epidemia da Síndrome de Peter Pan onde homens querem ser meninos para sempre.

Para onde você vai? Vá a Escritura. Em 1 Coríntios 11.7, Paul diz que um homem é “imagem e glória de Deus”. Ele deve refletir a verdade, a bondade, o amor e a misericórdia de Jesus, seu Deus e Salvador. Ele é a glória de Deus. E eu ainda tenho esperança nesses garotos. Quando vejo um garoto, não vejo um viciado em pornografia, rato de internet, jogador de World of Warcraft², um daqueles garotos que se junta com mais outros 20 garotos e pagam 5 reais por mês pelo aluguel de um apartamento e comem pizza o dia inteiro e chama essa situação de bar mitzvah³.

Eu tenho fé nesses garotos porque eles são a glória de Deus. Eles são a glória de Deus. Obviamente, há alguma coisa a ser feita, com certeza. Mas vocês homens são a glória de Deus. E Deus quer que sua glória brilhe através de vocês. Deus quer que seu reino seja feito visível através de vocês. Deus quer que vocês sejam seus filhos. Deus quer que vocês, pelo poder do Espírito Santo, sigam o exemplo de Jesus, e atentem para o exemplo de João.

Não me importo se você comprar uma picape, ou se joga videogame e arrasa na guitarra. Eu realmente não me importo. O problema é quando essas coisas prevalecem, predominam e são preeminentes na sua vida. Alguns garotos podem vir argumentar comigo e dizer “nada disso é pecado”. Não, mas às vezes é idiota. É bobo. Totalmente bobo. Você é despedido porque perdia tempo no trabalho tentado subir de nível para se tornar líder do clã4. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você trabalha apenas meio período para poder tocar mais guitarra. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você gasta todo seu dinheiro em um carro novo, brinquedos, eletrônicos, apostas ou bolão do campeonato de futebol. Bobeira. Alguns vão dizer “nada disos é pecado”. Comer a grama que você deveria aparar também não é. É só idiota. E também não vai te levar a lugar algum. Há um monte de coisas que garotos cristãos fazem que não é errado, é só idiota.

Vocês são a glória de Deus. O que significa ser um homem. João é um grande exemplo. Ele não gastou sua juventude fazendo download de pornografia, estourando a conta do cartão de crédito, passando sete anos na faculdade, tentando ser o rei das apostas de futebol ou basquete, determinado a beber cada vez mais latas de cerveja no happy hour e conquistar mais mulheres que todos os outros garotos para mostrar que é um homem de verdade. Isso não tem nada de homem. Só de garoto que se barbeia.

João nos mostra o que é um homem de verdade: ele era cheio do Espírito. Ele humildemente prepara o caminho para Jesus. Um evangelista que segue a carreira de levar outras pessoas a Jesus. Um homem que sempre dá mais do que recebe. Um produtor, não um consumidor.

Homens, vocês devem ser criadores e cultivadores. Se vocês querem ser imagem de Deus, seu Deus é criador e cultivador. Você cria um casamento e o cultiva com sua esposa. Você cria uma criança com ela, e a cultiva. Você cria o legado de uma nova família que durará gerações e o cultiva. Você cria uma carreira e a cultiva. Você cria um ministério e o cultiva. Você deseja ser um homem? Seja um criador e cultivador. Seja um produtor, não um consumidor. Seja um doador, não um recebedor. Traga vida, não morte.

Esse não é o caminho mais fácil. É o caminho que mais glorifica a Deus. Trilhe esse caminho, como João trilhou.

¹ Regras dos Estados Unidos
² Jogo de computador jogado via internet
³ Ritual Judaico tradicional de transição
4 Situações do já citado World of Warcraft
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com

Fonte: Iprodigo
e http://www.sepal.org.br/novo/index.php?option=com_content&view=article&id=3412:o-mundo-esta-cheio-de-garotos-que-se-barbeiam&catid=45:gente&Itemid=477

Semeando subversão nos campos do relativismo

(fonte: http://cristianismohoje.com.br/ch/semeando-subversao-nos-campos-do-relativismo/)

Mais importante do que ganhar o argumento contra o relativismo é ganhar o relativista para Cristo.

Por Mark L. Y. Chan

A globalização e as migrações trouxeram o pluralismo religioso – algo que os Asiáticos têm vivido por milênios – para o Ocidente. Na edição deste mês da Global Conversation (Conversa Global), o teólogo de Singapura Mark Chan explora sua experiência como um crente Asiático, para ajudar Cristãos de todas as partes do mundo a evangelizarem os que foram cegados pelas falácias do relativismo.

Devido à globalização e à migração dos povos através das fronteiras nacionais, o pluralismo religioso tornou-se mais pronunciado no chamado Ocidente Cristão. O “encolhimento” do mundo aproximou ainda mais as diferentes religiões e seus respectivos seguidores uns dos outros.

Encontramos pessoas de outras raças. Aprendemos sobre suas culturas e crenças através da televisão e da Internet. A presença crescente de mesquitas e templos – sem mencionar os restaurantes étnicos (ou seja, não-ocidentais) – reflete a natureza cada vez mais multi-étnica e multi-religiosa das sociedades Ocidentais.

Esse pluralismo pode ser relativamente novo no Ocidente, no entanto, sempre foi comum nas terras da Ásia. Praticamente todas as grandes religiões do mundo têm suas raízes na história da Ásia, e elas continuam a comandar a obediência e a fidelidade de bilhões.

A maioria dos Cristãos de hoje convivem com pessoas de outras religiões. Nesse sentido, eles não são diferentes dos primeiros Cristãos, que proclamaram Jesus como Senhor e Salvador diante dos muitos deuses e senhores da sociedade Greco-Romana.

Como eles, somos chamados a abraçar, vestir e declarar a verdade de que Deus revelou-se final e definitivamente em Jesus Cristo. Através de sua morte e ressurreição, os pecadores encontram o perdão dos pecados e são reconciliados com Deus. Como, então, devemos proclamar a finalidade de Cristo, dado o fato do pluralismo religioso e de sua frequente acompanhante, a relativização da verdade absoluta?

Vivendo em uma sociedade racial e religiosamente diversa, os Cristãos de Cingapura tiveram de aprender não apenas a conviver com adeptos de outras religiões, mas também a trabalhar com eles para o bem comum. E estão fazendo isso sem comprometer sua fé. Alguns argumentam que a harmonia social só pode ser alcançada e mantida se os religiosos se abstiverem das reivindicações de verdades exclusivistas. O desafio da Igreja é demonstrar a falácia dessa maneira de pensar.

Do pluralismo para o relativismo – Alguns pensadores Cristãos têm descartado a unicidade de Cristo e abraçado o pluralismo. Eles afirmam que todas as religiões são caminhos igualmente válidos para chegar a Deus ou a uma realidade divina final, e que nenhuma religião pode pretender ter a palavra final sobre a verdade.

Eles se movem de um pluralismo descritivo e social, que permite uma diversidade de expressões religiosas, para um pluralismo metafísico. Tais pluralistas (tanto no Ocidente quanto na Ásia) involuntariamente soam como o Vedanta do Hinduísmo, o qual ensina que, assim como todos os rios deságuam no mesmo oceano, todas as religiões levam à mesma realidade final. Jesus é apenas um entre os muitos caminhos para esta realidade.

Alguns Cristãos declarados da Ásia consideram Cristo como um avatar, porém, um entre as muitas manifestações divinas possíveis. Sua relativização da verdade de Cristo deve-se muito às hipóteses monísticas de sua cultura. Os seguidores de Cristo na Ásia precisam sim incorporar a verdade dentro de seus contextos culturais, mas nunca em detrimento da verdade de Deus.

Para os pluralistas, as religiões são historicamente expressões acidentais de uma mesma realidade espiritual final. Eles argumentam que se deve olhar além das distinções de credo, deve-se olhar para a transformação de vida resultante do encontro vivencial com a realidade básica que todas as religiões apontam e mediam.

Esta dissociação entre a espiritualidade e a religião, não apenas carrega um aroma “politicamente correto”, como também se adéqua perfeitamente ao espírito pós-moderno de nossa época.

O pós-modernismo desafia a fácil caracterização. Isso significa coisas diferentes para pessoas diferentes, e os Cristãos não são uniformes na abordagem desta questão. O que nos preocupa são os aspectos mais desconstrutivos e radicais do pós-modernismo, particularmente sua incredulidade em direção à verdade absoluta, sua rejeição a todas as histórias universais que explicam a vida e dão-lhe significado, e sua relativização de todas as afirmações da verdade. Estes aspectos têm implicações importantes para toda a igreja em seus esforços para incorporar o evangelho integral e trazê-lo para todo o mundo.

A mentalidade pós-moderna é alérgica a verdade universal e absoluta. Afinal, como diz o pós-moderno, simplesmente não temos acesso à verdade absoluta, tudo o que temos são verdades – construções sociais formadas a partir de matérias-primas extraídas de contextos históricos e sociais. No lugar da verdade como uma metanarrativa universal, os pós-modernistas oferecem histórias específicas de cada comunidade, que não possuem validade como verdade fora das respectivas sociedades nas quais funcionam. Como não existe uma plataforma neutra ou trans-contextual que permita avaliar afirmações concorrentes, é preciso simplesmente colocar-se diante de seus múltiplos pontos de vista, que se empurram em busca de supremacia e aceitação.

Para o pluralista pós-moderno, a verdade é o que emerge no final desta luta entre afirmações opostas. A verdade é definida pelo poder, porque todas as alegações de verdade são apenas tentativas de manipulação dos poderosos, ou daqueles com interesses de impor suas vontades.

Para os pluralistas pós-modernos, afirmar que Jesus é a Verdade Encarnada pode muito bem ser uma fachada para o imperialismo colonial, o chauvinismo cultural ou a intolerância religiosa. Aqui está a hermenêutica da suspeita a serviço do politicamente correto!

A verdade e as escolhas morais– A mesma suspeita é aplicada à moralidade. Questões de certo e errado são tentativas de outros de impor sua vontade sobre nós. Por que devemos aceitar as definições de certo e errado vindas de outras pessoas? O pensamento pós-moderno logo conduz ao tipo de relativismo moral, onde julgar entre o certo e o errado é uma questão de interpretação pessoal.

Sem um quadro universal do certo e do errado, as alegações dos terroristas que explodem a si mesmos e tiram vidas inocentes têm tanta validade quanto as alegações daqueles que enviam tropas para forçá-los a parar.

Com que base um pós-modernista pode se opor às escolhas de outros? Se as pessoas estão fazendo experiências com embriões ou desviando dinheiro com regimes corruptos ou fornecendo abrigos financeiros para corporações empresariais desonestas, não há base para dizer que estão errados. Apenas a conveniência e o pragmatismo econômico têm a palavra final.

O mesmo vale para as decisões a nível individual. O certo e o errado são mais frequentemente determinados com base no que é útil ou no que melhor satisfaz as aspirações de uma pessoa.

O individualismo tão decisivo é irônico, dada a importância que o pensamento pós-moderno coloca sobre a comunidade e a tradição. Duvidosas das autoridades e desprovidas de qualquer norma transcendente e objetiva pela qual seja oferecida orientação, as pessoas retrocedem em suas próprias autoridades e decisões sobre o que é verdadeiro e justo por razões pragmáticas. O pós-modernismo não só tribaliza a verdade, como também a privatiza. Vemos isso, por exemplo, na forma como o comportamento sexual é considerado um assunto privado, deixado como uma escolha do indivíduo.

Esta orientação individualista encaixa-se perfeitamente com o descentrado, anti-autoritário e igualitário caráter de nossa era da Internet. Seu impacto é evidente na forma como a espiritualidade é muitas vezes entendida. Aqueles que adotam a visão pluralista da realidade espiritual suprema – que é inefável, amorfa e independente das afirmações religiosas da verdade – podem ser espirituais sem que se misturem com religiões institucionais. Eles são livres para selecionar e escolher entre o vasto leque de idéias e modismos, misturando e combinando religiões e adotando uma espiritualidade adequada a sua própria imagem. Assim, hoje encontramos aqueles que, em um suspiro, afirmam a encarnação de Cristo e, em outro, pregam a reencarnação.

Essa liberdade é atraente. E, completando esta atração, adiciona-se o argumento, muitas vezes repetido, de que os exclusivistas são ingênuos, arrogantes, desrespeitosos com outras culturas e intolerantes com as demais religiões. Suas visões absolutistas servem apenas para aumentar a tensão inter-religiosa, agravar os conflitos entre as comunidades e, em alguns casos, até mesmo incitar a violência. Para evitar uma nova polarização de nosso mundo extremamente fragmentado, é preciso, argumentam alguns, adotar uma abordagem pluralista para as religiões e uma postura relativista da verdade.

O que faremos com as afirmações e críticas dos relativistas? E como devemos louvar a verdade do evangelho nos dias de hoje?

Louvando a verdade – Para começar, a crença de que o conhecimento da verdade significa necessariamente intolerância confunde convicção com arrogância, além de confundir desacordo racional com comportamento desagradável.

Ao longo dos anos, o Conselho Nacional das Igrejas de Cingapura tem conversado com o Conselho dos Religiosos Islâmicos de Cingapura sobre assuntos que dizem respeito a ambas as comunidades religiosas. Eles tiveram um intercâmbio amigável, por exemplo, sobre como a fé de cada um entende o envolvimento da comunidade. Os bispos, imames e teólogos que se reúnem são todos crentes comprometidos, e não há dúvida de que possuem diferenças profundas. No entanto, o tom de suas interações sempre foi cortês e respeitoso e, por isso, os encontros têm sido produtivos.

A real tolerância implica em colocar-se com o que se considera ser o erro. Justamente porque existem diferenças genuínas entre as pessoas, vemos a tolerância como uma virtude.

Ao insistir que não existe algo como a verdade universal, exceto a verdade universal de que não existe algo como a verdade universal, o relativismo é tão absolutista quanto a afirmação de que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Não se pode insistir com o pluralista que todas as alegações de verdades religiosas e morais são igualmente válidas e, ao mesmo tempo, manter com o relativista a existência de uma verdade absoluta que somente faz sentido na diversidade das afirmações de verdade.

A fé Cristã condena a arrogância e a atitude de superioridade em relação às pessoas de outras religiões ou às de convicções não religiosas. É verdade também que existiram Cristãos fanáticos e práticas muito insensíveis nas missões e no evangelismo durante a longa história da igreja. Porém, estes são indicativos de falhas vergonhosas da igreja e não a essência da fé Cristã.

Os Cristãos são chamados a amar em vez de tolerar as pessoas e, ao fazê-lo, a refletir o amor de Deus para todos. Isso inclui os relativistas ardentes, os pluralistas sanguíneos e os ateus belicosos. Ao recomendar a verdade em face ao relativismo, devemos ter em mente que estamos, na raiz, lidando com pessoas, não com idéias frias. O relativista não é apenas um representante de uma cosmovisão, mas uma pessoa de carne e osso, com todas as necessidades e anseios de um ser humano feito à imagem de Deus. Mais importante do que ganhar o argumento contra o relativismo, é ganhar o relativista para Cristo.

Relativistas convictos, como todas as pessoas, não são imunes às dificuldades e aos problemas. A crise econômica global, ou um terremoto devastador, não discrimina relativistas e exclusivistas. Quando relativistas são abatidos pelas exigências da vida, raramente existem argumentos persuasivos para a verdade que os atrairá. E esta é, muito provavelmente, o cuidado prático e a preocupação amorosa manifestada pelos Cristãos. Não podemos fornecer calor a um relativismo frio, mas podemos envolver um cobertor em torno de um relativista trêmulo.

O encontro de pessoas de todas as crenças e convicções, ao nível de nossa humanidade comum, é um bom ponto de partida para compartilhar a verdade de Cristo. Na segurança da amizade verdadeira, onde a confiança é conquistada e respeitada, as pessoas podem honestamente questionar as hipóteses fundamentais. Os Cristãos podem semear sementes de subversão no campo do relativismo, levantando questões sobre a adequação do relativismo moral como um guia para a vida. É possível, de fato, viver sem a verdade absoluta?

Os relativistas podem insistir sobre a ausência da verdade universal, mas vivem, instintivamente, assumindo sua realidade. Isso ocorre porque as pessoas têm um desejo irreprimível de Deus e um desejo pela verdade. A verdade de Deus prevalecerá, porque há algo coerente e convincente sobre sua Palavra, algo que soa verdadeiro para a vida.

Dado o temperamento relativista de nossos tempos, é fácil para a Igreja perder a confiança no evangelho como “o poder de Deus para a salvação” e se afastar de proclamar Cristo como o único caminho para Deus. Para se proteger e não perder os nervos, os Cristãos precisam estar seriamente fundamentados na verdade das Escrituras e no conhecimento de Cristo. O trabalho de louvar a verdade em nosso mundo deve começar em casa – na vida, na adoração e nas catequeses de nossas igrejas.

Acreditar na verdade absoluta é correr contra o espírito de nossa época. Podemos esperar ser ridicularizados, excluídos e contrariados. Precisamos lembrar que aquele que era a Verdade Encarnada, aquele a quem João descreve como “cheio de graça e de verdade”, tornou-se a Verdade Crucificada nas mãos de pessoas inclinadas a apagarem a luz da verdade. As trevas não têm a última palavra. A luz perfurou o túmulo de Jesus e, na ressurreição de Cristo, temos a Verdade Justificada.

Mark L. Y. Chan é professor de Teologia na Trinity Theological College, em Cingapura, e editor da Church and Society in Asia Today (Igreja e Sociedade na Ásia de hoje). Ele é membro do Lausanne Theology Working Group (Grupo de Trabalho Lausanne sobre Teologia).

Traduzido por Joanna Brandão

Ver a Glória

(Mário Fernandez)

“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e
viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita,”
(Atos 7:55).

Muitas pessoas, especialmente nas igrejas, falam que querem
ver a glória de Deus. Tem músicas que dizem isso, tem
pregadores que incentivam isso. Só que o detalhe que a Bíblia
mostra e nem todo mundo percebe é que isso tem um preço.
No caso específico de Estêvão, narrado neste versículo, ele só
viu a glória de Deus quando foi apedrejado. Será que nós
estamos dispostos a ser apedrejados? Nem que não seja
literalmente?

Uma boa parte das pessoas já fica deprimida só de enfrentar
conflitos de relacionamentos, sejam brigas conjugais,
perseguição no trabalho, coisas assim. Só fico imaginando ser
apedrejado. Não precisa ser literalmente, estamos no século
XXI. Mesmo que seja apenas emocionalmente, apenas o nosso
ego sendo apedrejado.

Precisamos ter em mente, e com muita clareza, que o nosso
Deus tem seus próprios métodos para fazer as coisas e isso
inclui a expressão de Sua glória. Ele se mostrou em glória sem
apedrejamento, é verdade, mas nunca sem um preço ser pago.
Analise quando Moisés viu a glória de Deus (no deserto), ou
Daniel (na cova), ou os amigos de Daniel (na fornalha), ou
qualquer outro.

Meu querido leitor, é preciso entender e aceitar que o Senhor é
dono da glória e só pode vê-la quem estiver disposto a
perder/dar sua vida para isso. Gente viva não pode ver a glória
de Deus. Jesus foi para cruz em nosso lugar, mas nosso ego
precisa morrer, é isso que significa negar-se a si mesmo e tomar
sua cruz a cada dia. É preciso morrer para o mundo. É preciso
considerar a morte como lucro e a vida como Cristo.

Enquanto tentarmos viver neste mundo como se fôssemos ficar
nele para sempre, não veremos a glória de Deus e isso vai
continuar sendo expediente para poucos. Os poucos que não
dão valor na própria vida se for para perdê-la pelo Senhor. E
digo mais: estes serão justamente os que viverão…

“Senhor, a mensagem da cruz precisa ser entendida à luz de um
preço sendo pago. Obrigado pela cruz. Obrigado porque posso
ver a Tua glória. Ensina-me e fortalece-me para que eu aprenda
a caminhar contigo.”

(Mário Fernandez)

Sobre Missões: Abrindo o coração francamente!

(por David e Cleonice Botelho)

Queridos amigos,

Nós não estamos conformados com o atual quadro missionário brasileiro, na realidade, estamos indignados. Vocês poderiam perguntar: “por que?” Por favor, leiam abaixo a resposta para essa pergunta.
No final dos anos 80, havia um crescimento anual de 12.8% no envio de missionários, mas no meio desta década esse crescimento apresentou uma redução drástica para 3.5% ao ano, segundo dados da Sepal. Os resultados dessa redução brusca começam a refletir significativamente na maioria das agências missionárias.
Nas conversas com líderes dessas organizações o que ouvimos de um modo geral é que, nunca na história de missões, as agências missionárias receberam um número tão pequeno de candidatos. Isto leva muitos ao desânimo, pois o custo aumenta muito quando o treinamento é feito com poucos candidatos. Por isto, algumas agências já não fazem treinamento há algum tempo.
Contudo, entendemos que outros líderes que estão à frente de algumas associações acham um exagero, e somos vistos como alarmistas diante desse caos. Ora, o que temos procurado é mostrar apenas a realidade.
Nosso objetivo é trabalharmos juntos para tentar mudar esta realidade que temos diante de nós.

Economia brasileira ascendente ainda não é a resposta
Acreditamos piamente que precisamos de profetas para nos despertar e nos levar a amar a obra missionária transcultural, principalmente aos povos menos evangelizados da terra, ou seja, os que nunca ouviram a mensagem das Boas Novas, nem ao menos uma vez. Esta mensagem é o Evangelho do Reino que deverá e será pregado a todas as gentes, como proclamou nosso Senhor Jesus.
Sim, os que nunca ouviram o Evangelho do Reino precisam ouví-lo pelo menos uma vez. Oswald Smith, pastor da Igreja dos Povos em Toronto – Canadá no século passado, cuja igreja sustentava centenas de missionários perguntou e sua pergunta deve ecoar ainda hoje em nossos ouvidos e corações:
“Por que uma pessoa tem o direito de ouvir o Evangelho duas vezes, enquanto outras nunca ouviram sequer uma vez?”.
Como igreja no Brasil não podemos, de maneira nenhuma, nos queixar da falta de recursos financeiros. Em 2002 o salário mínimo correspondia a 75 dólares, e hoje ele corresponde a aproximadamente 280 dólares, um crescimento de 3,7 vezes. Nessa hipótese, proporcionalmente o envio de obreiros aos povos da Janela 10-40 poderia ter aumentado em mais de três vezes.
Em pouco mais de duas décadas o Brasil se tornou uma das maiores economias do mundo e a igreja evangélica cresceu cerca de quatro vezes em tamanho. E o número de missionários enviados?
Os pastores e a leitura das Escrituras
A Sociedade Bíblica Ibero-Americana patrocinou uma pesquisa em profundidade durante seis meses, na cidade de São Paulo, com centenas de pastores e líderes evangélicos de várias denominações, que espontaneamente, participaram de entrevistas e responderam a um questionário específico.
Ao final da tabulação dessa pesquisa concluiu-se que 51% destes pastores e líderes ainda não haviam lido totalmente – ao menos uma vez – qualquer versão das Sagradas Escrituras.
Se a maioria dos pastores nunca leu uma vez sequer o manual de ensino, o guia sagrado, como pode entender e amar a obra missionária transcultural?
Como pode compreender a questão do recrutamento, treinamento e envio de missionários?
Como podem entender a importância de sustentar adequadamente aqueles que se prontificam a ir aos lugares mais inóspitos e esquecidos da terra?
Será que conhecem o Evangelho do Reino? Será que percebem que não poderão crer os milhões e milhões que nunca ouviram a Palavra do Senhor?
Compartilhamos olhando os números a nossa frente. São técnicos, racionais, práticos e criteriosos, porém são a “balança” para avaliarmos se estamos alcançando o alvo ou não.
É importante acertar o alvo?
O apóstolo Paulo, registrou no capítulo 15, verso 22, do livro de Romanos que entre Jerusalém e Albânia já não tinha mais trabalho para fazer, pois já tinham alcançado toda a região com o Evangelho. Por que? Porque haviam trabalhado arduamente para levar a Palavra do Senhor a todos os seus habitantes.
Isto nos faz lembrar de dois casos práticos:
“O marinheiro que não sabe para onde vai qualquer porto que aportar está bem.”
O outro sobre certo atirador que causava certa admiração aqueles que viam a precisão de seus tiros: todos acertavam o alvo.
Certo admirador quis surpreendê-lo. Levantou bem cedo e foi observar o atirador. E escondido viu que ele atirava nas árvores e depois circundava o local acertado para fazer parecer que havia acertado o alvo.
Quantas vezes agimos da mesma maneira e acreditamos que estamos acertando o alvo!
É que estamos exportando o modelo brasileiro de missões para toda a América Latina usando o exemplo de nossas igrejas e organizações missionárias. Infelizmente, de fato, não estamos alcançando o objetivo de levar as boas novas aos não alcançados, não completamos a tarefa. Exportar o quê? E o que dizer dos missionários enviados que sem treinamento levam apenas a religião cristã para os povos e, por desconhecerem, não pregam o Evangelho do Reino?
O desafio brasileiro
Somente no Brasil temos mais de 150 tribos indígenas sem nenhum obreiro.
Como podemos tomar conhecimento disto sem suspirar diante da realidade de que possuímos aproximadamente 300.000 igrejas evangélicas em nossa pátria? Mais de 99% delas não possui sequer um missionário transcultural. E a esmagadora maioria não sustenta nem sequer um missionário para povo algum.
Somos a terceira maior igreja no mundo!
Convivemos com as notícias de um exemplo clássico brasileiro: o grave problema do infanticídio entre os povos indígenas. E daí? A maioria das igrejas indiferentemente nem perguntam.
Que alegria no meio deste deserto de indiferença poder ouvir pelo menos uma voz que tem se levantado para combater este grande mal.
Márcia Suzuki está à frente da ATINI que produziu o documentário Hakani mesmo tendo sofrido e ainda sofre uma grande oposição de vários políticos liberais que crêem que não se deve mudar tal quadro, porque entendem que infanticídio entre índios é assunto antropológico. Para Deus é assunto que a Cruz de Seu Filho resolveu. Jesus morreu por todos os povos indígenas e eles precisam saber disto. Será que a igreja brasileira não sabe?
Temos que interceder por uma abertura para que estes povos sejam alcançados. A FUNAI não tem permitido a entrada de obreiros. Devemos lembrar que não existem portas fechadas para o Senhor quando oramos especificamente.
Vou repetir: Mais de 99% das igrejas no Brasil não possui um missionário transcultural sequer. E a cada dia deparamo-nos com uma grande e crescente dificuldade de recrutar um missionário transcultural no meio evangélico. Quando um candidato se apresenta, o maior desafio torna-se a obtenção dos recursos, não só para o treinamento apropriado, mas, também, para o envio e acompanhamento no campo. Suas igrejas não se envolvem, e seus líderes apenas lamentam quando, não poucas vezes, perde esse membro, decepcionado pela falta de apoio para seu projeto missionário.
Cooperação x Competição
Por outro lado, quando deveríamos ver as agências missionárias se unindo para lutar contra o inimigo comum, temos visto várias agências desesperadas competindo por obreiros e buscando os mesmos em outras organizações que deveriam ser parceiras. Algumas agências denominacionais conservadoras estão buscando obreiros pentecostais treinados devido à grande carência de obreiros preparados.
Modismos brasileiros
Como brasileiros apreciamos os modismos tais como: músicas e danças contemplativas, teologia da prosperidade, quebra de maldição hereditária, celebridades gospel e outros movimentos, implantados em nossas igrejas. Estes modismos têm drenado todos os recursos econômicos, tempo e pessoas. Pouquíssimo tem sobrado para a obra missionária. Fato é que infelizmente estes movimentos nunca vêm acompanhados de uma visão de alcançar os menos evangelizados da terra com a Palavra do Senhor. Como poderia se tudo é voltado para nosso próprio conforto, sucesso, riqueza e bem estar?
A realidade pobre é que a média de investimento por crente na obra missionária transcultural é de apenas R$ 1.30 por ano.
Todas estas tremendas aberrações precisam parar. Precisamos urgentemente de um avivamento missionário que inflame nossas vidas e sopre para longe a apatia, indiferença, comodismo, egoísmo, avareza e incredulidade. Que expulse esta letargia espiritual.
O remanescente precisa se contrapor com uma nova atitude! Como os nobres bereanos que eram pensadores, questionadores, que checavam os ensinos paulinos com as Sagradas Escrituras. Por isto foram elogiados pelo doutor Lucas, escritor de Atos. De fato, foram elogiados pelo próprio Espírito Santo. É preciso analisar pela Palavra se toda esta teologia, prática de igreja, etc. realmente confere com as Escrituras. No coração de Deus pulsa alcançar os perdidos em toda a Terra. E que igreja é esta que diz que prega e crê na Palavra, porém não a pratica. Principalmente no que diz respeito a fazer discípulos de todas as nações.
Preletores dos Congressos missionários
Há um elitismo quando alguns acadêmicos são os escolhidos para trazerem as reflexões em nossos congressos. Alguns deles são pastores, mas as igrejas que pastoreiam não têm um programa missionário transcultural. Outros chegam a criticar alguns projetos missionários sem ter nenhuma experiência missionária. São apenas teóricos alienados da realidade missionária.
São poucos os congressos missionários pentecostais que falam dos desafios missionários e grande parte dos preletores não tem idéia dos desafios dos povos muçulmanos, budistas, hindus, tribais e do grande desafio das milhares de línguas que nada têm da Palavra de Deus, além da importância do treinamento específico, da logística e estratégia necessárias e do cuidado missionário.
Convém lembrar que os verdadeiros avivamentos sempre eram acompanhados por uma grande visão missionária.
Indiferença de alguns
A indiferença é tão grande que há muitos casos de missionários que compartilham nas igrejas seu trabalho e visão. São levantadas ofertas para o sustento dos missionários e estas não são entregues a eles ou somente uma pequena parte lhes é entregue. Mentira. Furto descarado. Misericórdia, Senhor Jesus!
O mesmo ocorreu no tempo de Neemias quando os quinhões deixaram de ser dado aos obreiros da casa do Senhor e cada um deles fugiu para os seus campos.
Então a voz de Neemias ecoou: – “porque se abandonou a obra de Deus?”.
Como resultado da voz profética do líder, a nação de Israel foi desafiada a trazer de volta os dízimos dos cereais. Então os celeiros se encheram e como resultado os obreiros voltaram para trabalhar na casa do Senhor.
Há um pensamento, quase generalizado, onde se estereotipa o missionário como um “ET” que deve ir para o campo sem o apoio ou a retaguarda. É como o caso de Urias que foi enviado por Davi para o “Front da batalha”. Sim, Davi que estava em pecado! Davi pediu para tirar a retaguarda de Urias e o resultado foi a morte de um inocente.
Se algo não for feito a tempo para levantar os recursos dos obreiros deste século 21 veremos a morte da visão missionária transcultural nesta nação, como tem ocorrido em vários países do hemisfério norte.
Estamos cometendo o pecado da omissão. Não é isto que Tiago disse? Aquele que sabe fazer o bem e não o faz está pecando?
Exemplo do remanescente a ser imitado
A Segunda Igreja Batista de Itapeva – Mauá – periferia de São Paulo, com aproximadamente 160 membros investe no sustento de três missionários. Enviou recentemente seis candidatos para o treinamento do Projeto Uniasia, inclusive o próprio filho do pastor.
O coração desse pastor ainda continua apaixonado pelo Senhor e pela extensão de Sua obra até os confins da terra.
Se cada igreja no Brasil enviar somente um obreiro para treinamento para ser enviado aos povos não alcançados iremos ver uma revolução missionária no mundo.
O que devemos fazer para reverter à situação?
Algo precisa ser feito. E de um modo diferente conforme disse Einstein: “É loucura esperar resultados diferentes se continuamos fazendo a mesma coisa”.
O que dizer de empresas e negócios que poderão ser levantados para gerarem recursos para a Obra? O que dizer de levantar homens de negócios para abrirem empresas em alguns destes países não alcançados para empregarem missionários brasileiros competentes que possam gerar seu sustento enquanto fazem discípulos nestas nações?
Isto nos faz lembrar da famosa frase de Martin Luther King Jr, pastor batista americano que viveu que nos anos 60 e foi preso mais de 120 vezes. Ele via os negros sofrendo um preconceito racial terrível onde não podiam estudar nas mesmas escolas, andar nos mesmos ônibus, comprarem nas mesmas lojas e freqüentarem os restaurantes dos brancos.
Ele disse: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada. Isto não é fé é superstição”.
Somente unidos poderemos mudar o quadro
Entendemos que é hora de unir as forças. Criar uma sinergia entre as igrejas missionárias e as organizações missionárias.
Há algumas décadas atrás a extinta revista Cruzeiro possuía uma página, sobre a direção de Péricles, onde o personagem era o “Amigo da Onça”.
Nessa página havia um quadro que mostrava dois cavalos no meio de um curral, amarrados um ao outro com uma corda bem curta. Nos cantos havia grama, mas cada um queria comer no seu canto, e eram limitados pelo tamanho da corda.
No quadro seguinte mostrava os dois lado a lado comendo juntos num dos cantos e no último quadro, também lado a lado, os dois comendo no outro canto.
A moral da história é que a unidade permite que ambos possam comer.
Associamos isto com o quadro atual. Devemos nos unir para mobilizar, recrutar, treinar, enviar, sustentar e acompanhar o remanescente. Juntos podemos despertar os que estão inertes, omissos e indiferentes a causa de alcançar os esquecidos e negligenciados pela igreja no mundo.
O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos de todos os povos. Desde o momento que Ele disse isto já se passaram dois milênios. E muita terra ainda há para se conquistar.

O grande desafio global:
- Há 24.000 povos no mundo e ainda faltam 6.800 para serem alcançados.
- Há 6.909 línguas no mundo e 2.432 delas não têm nem uma porção da Bíblia.
- 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido nada de Cristo.
- 500 milhões de chineses nunca ouviram nem o nome de Cristo.
- Das 600 mil cidades e vilas da Índia 500 mil delas não possui sequer um obreiro cristão.
- Há somente um missionário para atender a 380 mil muçulmanos.

A oração específica pode mudar o quadro

É claro que a resposta está na oração por obreiros para os povos não alcançados e pelas nações, pois Ele é o dono dos obreiros e das nações.
A Bíblia nos ensina a rogar ao Senhor da Seara por obreiros e a pedir nações por herança.
Temos orado por homens. Entre os não alcançados há duas mulheres missionárias para um homem missionário. É cômico pensar que os homens possam estar orando assim: – Eis me aqui, envia minha irmã.
Somente um grande avivamento espiritual e uma volta a Palavra de Deus é que fará com que pastores e igrejas peguem a visão missionária mundial.
Nós temos produzido literatura e vídeos para municiar os intercessores a orar com sabedoria por obreiros, recursos e oração para os lugares menos alcançados da terra. Acabamos de disponibilizar cinco documentários de muçulmanos que tiveram sonhos e visões com Jesus e se converteram. Eles não só encorajam os crentes, mas também são usados para evangelizar, pois ao final de cada documentário há um convite para tomar uma decisão ao lado de Cristo.
Queremos convidá-lo agora para se unir conosco e ajudar a mudar este quadro nacional e global, na esperança de vermos o nome de Jesus ser conhecido, enaltecido, glorificado e adorado entre todos os povos, línguas, raças e tribos da terra.
Clamando por misericórdia, sabedoria e Graça do Senhor para fazer a vontade do Mestre.

(por David e Cleonice Botelho)

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